15 de out. de 2010

Música: Wall Street 2 - O Dinheiro Nunca Dorme

Não é da trilha sonora, em si, que quero tratar nesse post, mas de uma parte dela. Estava eu sem nada pra fazer numa quarta a noite e resolvi ir ao cinema assistir esse que é um bom filme, acabei aproveitando uma sala quase vazia e curtindo também a trilha sonora.

Pesquisei rapidamente ao chegar em casa e descobri que a parte que me chamou atenção havia sido composta por David Byrne (ex-vocalista do Talking Heads) e Brian Eno (produtor de alguns cd's do U2).

O álbum chama-se "Everything That Happens Will Happen Today" e com exceção de umas duas músicas que são muito experimentais, é do caralho.

Ouvi falar que é possível encontrar para download no 4shared, mas isso só é legal se você tiver o álbum original... segundo nossa legislação. Se você não sabe como buscar o álbum na internet leia o post para aprender a pescar.

David Byrne & Brian Eno - Everything That Happens Will Happen Today
Ano:2008
Faixas:
  1. Home – 5:06
  2. My Big Nurse – 3:21
  3. I Feel My Stuff – 6:25
  4. Everything That Happens – 3:46
  5. Life Is Long – 3:45
  6. The River – 2:30
  7. Strange Overtones – 4:17
  8. Wanted for Life – 5:06
  9. One Fine Day – 4:55
  10. Poor Boy – 4:19
  11. The Lighthouse – 3:46
1. Home


14 de out. de 2010

Crítica: Guerra ao Terror (The Hurt Locker)

Nota: 7.5
Nota IMDb: 7.8
País: EUA
Ano: 2008
Gênero: Ação
Duração: 131 mim
Diretor: Kathryn Bigelow

Sobre: Para um grupo de soldados americanos, alguns dias os separam do retorno para casa. Um período relativamente curto, se não fosse por tantas ocorrências que transformassem esse fim de jornada em um verdadeiro inferno. As forças armadas precisam de especialistas não só nos campos de combate mas também no dia a dia, na proteção do grupo contra insurgentes que promovem atentados, matando milhares de cidadãos.

Quem e o que levanta pontos para o filme? Jeremy Renner no papel do fodão que desarma bombas por hobbie. O cara atua de forma brilhante nesse filme, e ganha mais uma forcinha com uma parte do elenco. A diretora Kathryn Bigelow consegue dar um bom ritmo ao filme e transmitir tensão. Entrega de brinde uma boa fotografia, com cenas em meio a um deserto desolador ou uma Bagdá em ruínas, tudo graças a guerra em nome da "liberdade". O vazio existencial do sargento William James (chavão maior se tivesse Bob como primeiro nome), longe da mulher e filho é muito bem explorado. Outra coisa, com apenas U$ 11.000.000,00 esse filme levou o Oscar no lugar de Avatar (James Cameron), que saiu pela bagatela de U$ 237.000.000,00. Mas não importa muito essa parte do custo, afinal James Cameron lavou a burra e encheu o rabo de dinheiro com sua nova porcaria.

Mas se você da valor ao Oscar isso pode ser interessante. Como eu não dou valor ao joguinho de premiação anual de cartas marcadas do cinema Holywoodiano, onde ganha quem da ou come mais a bunda dos jurados, desde que não seja muito absurdo a premiação do seu filme, acho os dois filmes, Guerra ao Terror e Avatar, deprimentes. Claro, Avatar é pior.

O problema de Guerra ao Terror foi que a diretora deixou o filme sofrer de um mau que eu denomino de "cagando tudo em 3 minutos". Por pelo menos duas vezes antes que a estória chegue ao seu desfecho tem-se a impressão de que poderia ter ocorrido antes, e se fosse assim o filme seria muito bom. Mas não... nossa amiga Kathryn deixou o filme se esticar um pouco mas e aí sim, cagou tudo. O final compromete o conjunto da obra.

13 de out. de 2010

Curta: A menina e o Gigante

Nota(Iniciativa): +
Nota(para o curta):+
País: Brasil
Ano: 2010
Gênero: Ficção
Duração: 35 min
Diretor: Ademir Di Paula

O planeta Terra é subitamente atacado por uma horda de alienígenas robôs que atribuem aos humanos o fim de sua raça no futuro. A única esperança para o mundo é a ajuda de outro alienígena (robô) que pousa na Terra para proteger uma misteriosa garota que possui ligações paranormais com sua raça.

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Eu espero que o curta do pernambucano Ademir Di Paula se trate disso que coloquei na sinopse, porque foi o que eu entendi. Esse trabalho para mim é uma alegria e tristeza ao mesmo tempo, como vocês podem perceber nas notas lá em cima. Coloquei nota máxima pela iniciativa, pois até onde percebi o Ademir Di Paula é um cara revolucionário com ideais de liberdade para criações cinematográficas e também ele pretende, com seus trabalhos, romper essa concreta barreira para a ficção científica que nosso cinema nacional construiu. Quanto a isto, parabéns senhor diretor, só tem você e o Guaraná Antártica num almoço caseiro de domingo.

(Mas espera aí que para falar do curta eu vou passar até para outro parágrafo.)

A nota mínima eu coloquei só porque alguns (eu disse: ALGUNS) efeitos visuais ficaram "bacaninhas", porque se não era ZERO! A trama é uma droga, a CG ficou ridícula e os efeitos visuais praticamente gritam "Olá, eu sou amador e tão desagradável quanto cocô de gato!". Sinceramente eu não sei o que se passa pela cabeça de um cara que faz isso! O mínimo de bom senso que ele poderia ter tido era o de focar seu trabalho em poucos minutos, mas com uma qualidade apreciativa e não nesse lixo monótono. Nem no tempo de VHS tinha tanta miséria.

É um curta de 35 minutos que poderia ser reduzido para dois tranquilamente, porque não acontece NADA em 33 minutos de vídeo! Apenas imagens repetindo, uma musica chata zunindo pra simular suspense (E olhe que não vou nem comentar o "sound FX" do movimento dos robôs) e um monte de efeitos especiais copiados da internet.

É sim: copiados da internet. Pra mim isso não é cinema, é crime! Porque o senhor Ademir está ganhando dinheiro em cima desse curta pra fazer (segundo ele) outros. Fora o uso de softwares que ninguém garante a originalidade (esse tipo de coisa também é incluso em orçamentos de verdade). Veja o exemplo:



E se vocês quiserem brincar de "onde está o Wally", podem fuçar esse site que vocês vão achar muitas "referências" ao trabalho do Andrew Kramer (presidente e fundador do Videocopilot) no curta "A menina e o Gigante".

Ainda tem tanta coisa ruim pra falar do vídeo que eu acho melhor parar por aqui, se não eu vou ficar com raiva de verdade lembrando dos 35 minutos que perdi da minha vida assistindo-o. Vejam o curta, meus queridos, e não esqueçam que esse foi o resultado da iniciativa de um homem com R$ 180,00 e a vontade de fazer algo diferente. Uma droga, porcaria, LIXO, mas teve seus 15 minutos de fama...

Vai que ele produz algo bom de verdade. Pode ter certeza que se isso acontecer, estarei mostrando aqui e elogiando.

11 de out. de 2010

Curta: 32 Mastigadas

Nota: +
País: Brasil
Ano: 2008
Gênero: Artístico
Duração: 13 mim
Diretor: Maria Vitória Canesin, Fred Burle
Elenco: Antônio de Luna, Camila Evangelista, Laís Bini, Tauana Macedo


Segundo o blog do Fred Burle no cinema a diretora "quis retratar a sensação de estranhamento que as pessoas têm quando chegam a Brasília, capital de tão diferente arquitetura e paisagem".
Acho que o curta é na verdade muito mais estranho que essa tal de sensação de estranhamento que a diretora alega. Com um agravante... é chato e sem sentido.



"E quem disse que precisa ter sentido? Cada um interpreta a arte como quiser".

Ainda vai ter quem diga que eu tenho uma mentalidade retrógrada e que sou ignorante. Então, aqui vos fala o retrógrado e ignorante que considera estúpido esse curta com pessoas vestidas com uma roupa estranha fazendo uma performance numa sala branca, andando sobre espelhos, aparecendo sentado numa mesa comendo macarrão no meio de Brasília.

"Sinopse: 32 mastigadas são ideais para uma boa digestão. Em Brasília 16 ao norte e 16 ao sul somam 32 superquadras prontas para engolir e serem engolidas. As imagens são a digestão da "Cidade Monumento" do Brasil."

Faz tanto sentido quanto um elefante cor do rosa tocando cavaco enquanto pula de para-quedas e fuma um  charuto, cubano, antes de cair sobre um grande, bem grande, monte de merda.


10 de out. de 2010

Trailer: Ethiran the Robot

Um cientista cria um super herói humanóide com capacidade de sentir emoções. O robô logo se apaixona pela namorada gostosa do cientista e desobedece ordens, então o cientista destrói o robô, mas alguém o reconstrói com um chip “vermelho”. Por fim, o robô humanóide monta um exército de robôs e sai por aí destruindo as cidades.

E lá vem Bollywood com mais um filme cheio do dance idiano, ou seja lá o que é isso, coreografias e gostosonas dançando. A mesma fórmula que cagou "Quem quer ser o milionário" (na minha visão, é claro). Será que eles fazem algum filme sem aquelas dancinhas?

Sinceramente, não consigo levar o filme a sério depois de ver o elenco super feliz, ultra jovial (a la Blu-ray) cantando e dançando ao final de um filme... sei lá, vocês conseguem imaginar Frodo dançando com Gandalf e alguns orcs? Definitivamente esse elemento da cultura indiana embutido nos filmes de Bollywood, sob o MEU ponto de vista, tem de tudo pra produzir grandes porcarias, como essa grande merda tratada aqui nesse post. Sem contar os efeitos especiais e a atuação que... tirem suas próprias conclusões.